Sintunesp indica: Suspender a greve e manter a mobilização! Segue a luta por avanços na equiparação e por nossos direitos  

Sintunesp indica: Suspender a greve e manter a mobilização! Segue a luta por avanços na equiparação e por nossos direitos   

No momento em que a Universidade comemora seus 50 anos, segmento técnico-administrativo exige respeito! 

 Reunida em 28/1/2025, a Diretoria Colegiada do Sintunesp fez uma avaliação do movimento pela equiparação e da greve deflagrada no início de dezembro, que atingiu sete campi e segue até o momento em Araraquara e em Marília.

Apesar de a reivindicação imediata – pagamento da referência acordada para dezembro/2025 – ainda não ter sido alcançada, a avaliação é que o movimento cumpriu o papel de escancarar o pesado ataque sofrido pela categoria. A greve teve início após o descumprimento, pela reitoria, da aplicação de uma referência em dezembro de 2025, que havia sido referendada pelo Conselho Universitário (CO) ao aprovar a peça orçamentária para 2025. O não pagamento foi justificado pelo fato de que a arrecadação do ICMS para 2025 havia ficado aquém do previsto pela Secretaria da Fazenda do Estado de SP. Mas os cortes tiveram endereço único. Sem a greve, teria sido normalizado o fato de que, frente à dita restrição orçamentária, somente os servidores técnico-administrativos tenham sido penalizados.

Alguns fatores se somaram para que a greve, embora justa e necessária, não tenha se expandido pela maioria dos campi. A época do ano – momento em que as atividades acadêmicas vão se aproximando do final, a chegada do recesso e o período de férias de grande parte dos servidores – dificultou o engajamento de uma parcela mais ampla dos trabalhadores. Ainda assim, a mobilização foi vigorosa nos campi que aderiram e, na maior parte dos demais, onde houve seguidas atividades, com assembleias, paralisações parciais, cafés coletivos, debates e outros.

O Sindicato valoriza a participação de todos e todas, desde os que se engajaram na greve até aqueles que participaram das muitas atividades realizadas em quase todos as unidades. Importante salientar o apoio do movimento estudantil, que se unificou à nossa categoria em atos importantes, como na sessão do CADE de 19/11/2025 e na sessão do CO de 10/12/2025.

Na avaliação da Diretoria Colegiada, é hora de suspender a greve onde ela prossegue, fazer um balanço do movimento e preparar os próximos passos da luta pela continuidade da equiparação.

As referências que conquistamos até aqui, e que nos fizeram avançar rumo à isonomia com a USP, são fruto incontestável da mobilização da categoria. Para seguir avançando, será preciso continuar apostando na luta, buscado o envolvimento cada vez maior dos campi. Enquanto a isonomia com a USP não for realidade para toda a categoria, seguiremos em frente.

A retomada das reuniões da comissão de equiparação, que conta com representantes do Sindicato e da reitoria, precisa trazer resultados objetivos. No próximo encontro da comissão e na reunião com a reitora (anteriormente agendada para 29/1 e transferida, à revelia do Sindicato, para 24/2), queremos avanços concretos. Queremos a referência não paga em dezembro e a negociação de um calendário para que a equiparação se complete.

Nos 50 anos da Unesp, palavra de ordem dos servidores é seguir na luta

No dia 30/1, data do ato comemorativo dos 50 anos da Unesp, realizado pela reitoria em São Paulo, o chamado do Sintunesp, de paralisação e atividades, foi atendido em vários campi.

As servidoras e os servidores técnico-administrativos da instituição pouco têm a celebrar. A suspensão da referência prevista para dezembro de 2025, embora aprovada na peça orçamentária, não é o único fator de indignação. A continuidade do processo de equiparação é uma incógnita. Estamos há 12 anos sem carreira. Não temos todos os benefícios garantidos nas coirmãs, como é o caso do vale refeição. Somos sub representados nos órgãos colegiados e nas eleições universitárias, ‘pesando’ apenas 15% nas decisões.

Seguiremos lutando para sermos respeitados enquanto segmento essencial no funcionamento da Universidade: queremos a equiparação, a volta da carreira com a correção do tempo perdido, direitos iguais aos das coirmãs, representação paritária nas instâncias decisórias da Universidade!

Também seguiremos lutando, unificados nas três universidades e em sintonia com as demais categorias do funcionalismo, por condições de trabalho e salários justos, em defesa do financiamento adequado para as estaduais paulistas em meio à reforma tributária, contra a reforma administrativa e contra todos os ataques contra a educação e os serviços públicos.


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