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As entidades que compõem o Fórum das Seis reuniram-se nos dias 26 e 27 de fevereiro para definir um indicativo de Pauta Unificada de Reivindicações para 2026. Ele deve ser avaliado pelas categorias na primeira rodada de assembleias de base (veja as datas abaixo).
A intenção é protocolar a pauta junto ao Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp) ainda em abril. Como a data-base das categorias das universidades estaduais é 1º de maio, o Fórum das Seis espera que uma primeira negociação ocorra logo em seguida.
Com as sugestões colhidas nas bases, as entidades voltarão a se reunir para fechar a Pauta, caso não haja divergências. Se necessário, nova rodada será convocada.
Este é calendário inicial previsto pelo Fórum:
Até 17/3/2026: 1ª rodada de assembleias de base.
18/3: Reunião do Fórum para avaliação das assembleias.
26/3: Reunião técnica entre Cruesp e Fórum das Seis.
Após um preâmbulo, no qual o Fórum reafirma sua posição em relação a questões gerais e centrais para a educação pública (defesa da autonomia, contra as terceirizações e privatizações, por mais recursos para a permanência estudantil, contra qualquer forma de assédio/violência, entre outras), há um conjunto de reivindicações organizadas em oito capítulos:
I – Recomposição salarial e isonomia
II – Valorização dos níveis iniciais das carreiras
III – Financiamento e reforma tributária
IV – Previdência
V – Acesso e permanência estudantil/gratuidade ativa
VI – Condições de trabalho e estudo
VII – Defesa da saúde pública, dos Hospitais Universitários (HU) e Centros de Saúde
VIII – Centro Paula Souza
Assim como nos anos anteriores, a proposta do Fórum das Seis é lutarmos pela recomposição das perdas salariais para voltarmos a maio/2012, mês/ano de referência, por ser o de maior poder aquisitivo neste século. Cálculos feitos pelo grupo de trabalho (GT) Verbas da Adusp/Fórum indicam que, com base na inflação medida pelo IPCA até janeiro/2026, é necessário um reajuste de 14,16% para que isso aconteça. Ressalte-se que, nessa conta, ainda falta inserir a inflação dos meses de fevereiro, março e abril de 2026.
Em resumo, a reivindicação salarial indicada pelo Fórum é de reposição das perdas do período de maio/2012 a abril/2026 (compostas pela inflação de 12 meses + o que falta para recompor o poder aquisitivo de maio/2012).
Sobre o uso do IPCA para medir a inflação, vale uma explicação adicional. Por muitos anos, o Fórum das Seis adotou como parâmetro o cálculo do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) para a inflação, uma escolha cuidadosamente estudada à época, baseada na comparação entre diferentes indicadores e na opção por um índice comprometido com a realidade do mundo do trabalho. Com sua extinção em 2020, passamos a utilizar um modelo híbrido, que considerava o índice do Dieese até sua descontinuação e o INPC a partir de então.
“Decidimos agora adotar o IPCA, índice oficial de inflação do país, produzido pelo IBGE e amplamente reconhecido como referência nacional”, diz Márcio Moretto, presidente da Adusp e membro do GT Verbas. Isso porque, diferentemente do IPC-Fipe — que utiliza média geométrica (o que tende a suavizar aumentos), adota mecanismos de substituição de produtos que diluem altas de preços e reflete uma faixa de renda distante da realidade da comunidade de trabalhadores representados pelo F6 —, “o IPCA é um índice público, transparente, nacional e o consideramos metodologicamente mais adequado como referência geral para a recomposição salarial”, completa Moretto.
A pedido do Fórum das Seis, aconteceu em 27/2 a primeira reunião com os técnicos do Cruesp neste ano. O objetivo foi debater o cenário inicial da arrecadação do ICMS, reforma tributária e outros pontos.
O coordenador do Fórum e diretor da Adunesp, João Chaves, iniciou a reunião solicitando aos técnicos que fizessem uma avaliação da situação orçamentária e financeira das universidades em 2025 e as perspectivas que estimam para 2026. Eles comentaram que, no ano passado, as previsões contidas na Lei Orçamentária Anual (LOA) para 2025 eram de que a quota-pare do estado (QPE) no ICMS ficasse em R$ 181,886 bilhões, mas o total fechou em R$ 174,7 bi, cerca de 4% abaixo do previsto e 6,42% acima de 2024. A diferença entre o esperado e o realizado levou à elaboração de orçamentos deficitários para 2026 na Unesp e na Unicamp. Em relação à previsão para 2026, de que o ICMS-QPE chegue a R$ 187,1 bi, ainda é muito cedo para estimar cenários, mas a opinião dos técnicos é que este montante se concretize. Ao final do primeiro trimestre, será possível uma noção mais efetiva de como deve ser o comportamento do ICMS em 2026.
A reforma tributária foi um dos temas discutidos na reunião técnica de 27/2. Ambas as partes manifestaram preocupação com os desdobramentos da reforma, já aprovada e em andamento. Com o fim do ICMS, que será extinto progressivamente de 2026 a 2033, será preciso definir novos parâmetros de financiamento para as universidades estaduais paulistas. O receio do Fórum das Seis é que o governo estadual tente impor mudanças danosas às instituições, uma vez que os atuais ocupantes do Palácio dos Bandeirantes não escondem seu incômodo com a autonomia das universidades e os recursos que recebem. As falas do governador Tarcísio de Freitas durante a posse do novo reitor da USP, professor Aluísio Augusto Cotrim Segurado, em 23/1/2026, de que “nada mudará”, são vagas e insuficientes para dar alguma segurança à comunidade das universidades.
Tanto o Fórum das Seis quanto o Cruesp fizeram estudos e têm propostas sobre o tema, em grande medida convergentes. O Fórum vem propondo a criação de espaços conjuntos de discussão do tema – um grupo de trabalho, por exemplo –, proposta que foi considerada pertinente pelos técnicos do Cruesp durante a reunião e será encaminhada aos reitores.
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Leia mais no Boletim do Fórum de 2/3/2026
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