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A reunião entre Sintunesp e reitoria, marcada para 29/1, foi suspensa. A justificativa dada pela chefe de gabinete, professora Adriana Marcantônio, é que o Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp) agendou uma reunião para a mesma data, na qual a professora Maysa Furlan deverá estar presente. Embora os representantes do Sindicato tenham argumentado pela necessidade de remarcar para uma data mais próxima, tendo em vista o enorme descontentamento da categoria, a informação é que não há essa possibilidade e que o dia possível é 24/2.
Fato é que a Universidade inicia as comemorações dos seus 50 anos de existência, mas, infelizmente, as servidoras e os servidores técnico-administrativos da instituição pouco têm a celebrar. A suspensão da referência prevista para dezembro de 2025, embora aprovada na peça orçamentária, não é o único fator de indignação. A continuidade do processo de equiparação é uma incógnita. Estamos há 12 anos sem carreira. Não temos todos os benefícios garantidos nas coirmãs, como é o caso do vale refeição.
No momento que algumas unidades – Araraquara e Marília – seguem em greve, reivindicando a referência não paga, o Sintunesp chama a categoria a demonstrar o seu descontentamento, paralisando as atividades no dia do lançamento dos 50 anos da Unesp, sexta-feira, 30 de janeiro de 2026. Vamos parar o trabalho e realizar atividades agitativas nos campi, como reuniões, cafés coletivos, rodas de conversa, panfletagens.
A história da nossa categoria mostra que a mobilização e a luta são o combustível para as nossas conquistas! Vamos em frente!
No campus de Araraquara, onde a greve segue nas quatro unidades, circula a ameaça de corte no vale transporte dos grevistas.
A assessoria jurídica do Sintunesp elaborou parecer, já enviado às direções locais, destacando que a Portaria Unesp 341/2015, que regulamenta o benefício, não trata do fornecimento ou suspensão do VT durante períodos de greve, “ocasião em que ocorre a suspensão do contrato de trabalho para os celetistas e a suspensão do vínculo funcional no caso dos estatutários, o que torna a questão controvertida”. O texto cita um acórdão (AIRR-286- 07.2011.5.02.0003), contrário ao corte do VT durante as greves, ressaltando que, neste período, “presume-se que os trabalhadores apenas não despendem sua força laborativa, mas se dirigem até o local de trabalho para realização de piquetes e assembleias negociais até a solução do litígio”.
O Sintunesp lembra, ainda, que os dias não trabalhados durante a greve serão motivo de negociação somente após o término do movimento. Antes disso, a categoria rejeita pressões, exige respeito e negociações efetivas.
Nos 50 anos da Unesp, as servidoras e os servidores querem ter seus direitos respeitados!
Negocia, reitora!
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