Em reunião com a reitoria, Sintunesp expõe descontentamento com reajuste, reivindica garantia de nenhum tipo de punição e antecipa expectativas da categoria com negociação da Pauta Específica

Em reunião com a reitoria, Sintunesp expõe descontentamento com reajuste, reivindica garantia de nenhum tipo de punição e antecipa expectativas da categoria com negociação da Pauta Específica

Após insistir pelo agendamento de uma reunião com a reitora, Profa. Maysa Furlan, a exemplo do que já havia ocorrido com a Adunesp e o DCE Helenira Resende, em meio à greve nos três segmentos, o Sintunesp foi recebido na manhã 23/6/2026.

A reitora esteve acompanhada de seu vice, Prof. Cesar Martins, e pelo chefe de gabinete, Prof. Marcelo dos Santos Pereira. Pelo Sindicato, estavam presentes Alberto de Souza, Claudio Roberto Ferreira Martins, Isabela Cristine Manzolli Rodrigues e Marco Aurélio Alves Rezende.

Os representantes do Sindicato expuseram à reitora o descontentamento da categoria com o reajuste salarial oferecido pelos reitores nas negociações com o Fórum das Seis, de 3,92%, índice que sequer repôs a inflação medida pelo IPCA/IBGE de maio/2025 a abril/2026, que ficou em 4,39%. À cobrança de continuidade das negociações no segundo semestre, a reitora respondeu não haver empecilho para isso, mas que nesse momento não é possível avançar.  

Sobre a importância de dar maior ênfase e publicização da necessidade de ampliação do financiamento das universidades estaduais, os diretores do Sintunesp informaram que as entidades do Fórum das Seis estavam, naquele momento, atuando na Assembleia Legislativa de SP (Alesp), defendendo junto aos parlamentares as emendas à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO/2027) que pedem mais recursos. A reitora, que é a atual presidente do Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp), disse que já está conversando com deputados da base do governo sobre o assunto e que os reitores estão fazendo várias reuniões com o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Vaham Agopyan, que é ex-reitor da USP. Os reitores esperam ser recebidos pelo governador no início de julho.

O chefe de gabinete informou que foi formado um grupo de trabalho entre as três universidades para elaborar um “relatório bem técnico”, mostrando quanto as universidades cresceram, o nível dos profissionais que vêm sendo formados e as necessidades de financiamento, tendo em vista as mudanças que virão com a reforma tributária. Os diretores do Sindicato frisaram que, embora essas iniciativas sejam importantes, já passou da hora de o Cruesp realizar reuniões com o Fórum das Seis, no âmbito do grupo de trabalho criado entre as partes para discutir reforma tributária e financiamento, mas que nunca se reuniu.

Os representantes do Sintunesp cobraram que haja avanços em relação às reivindicações da categoria, repudiando uma fala feita no Conselho Universitário (CO), de que a “culpa” pela crise seriam as quatro referências concedidas aos servidores, em 2023 e 2024, a título de equiparação com a USP. Diante da afirmação do Prof. Cesar, de que isso não era a posição da reitoria, foi solicitado que eles façam uma manifestação clara sobre isso.

A reitora opinou que estamos avançando no plano de carreira dos servidores. Os membros do Sindicato disseram que isso era importante e necessário, mas que carreira e equiparação são coisas distintas, lembrando que a continuidade do processo de equiparação foi promessa da atual gestão reitoral. Inclusive, resgataram o compromisso da reitoria de voltar a discutir a equiparação após o término da data-base. Frisaram, também, que a categoria espera avanços e que isso é requisito para aplacar as tensões com a gestão. 

Reitora e vice-reitor procuraram enfatizar as dificuldades do cenário econômico neste momento, que exigem “austeridade”. Disseram que a expectativa é que o quadro melhore no próximo ano, mas que nada impede que o diálogo continue sendo feito com as entidades representativas.

Sobre a suspensão da homologação dos concursos de técnico-administrativos e docentes, a reitora disse que só será possível retomá-los no início do próximo ano. Os representantes sindicais reforçaram a reivindicação de que ao menos as contratações emergenciais sejam garantidas tão logo se encerre o período de restrição eleitoral. Eles cobraram também que haja revisão das atitudes que não estão sendo resolvidas com o diálogo, como é o caso do corte do vale transporte em algumas unidades durante a greve do final do ano. Os membros do Sindicato enfatizaram a importância de que haja um compromisso firme da reitoria com a não punição de nenhum membro da comunidade devido à participação na mobilização. Se necessário, isso deverá ser discutido entre Sindicato e reitoria após o término da greve.

Por fim, o Sintunesp cobrou a discussão sobre a paridade entre os três segmentos, ao que a reitora sinalizou com a possibilidade de formação de um grupo de trabalho para estudar o assunto e fazer propostas.

A expectativa da entidade é que, após o protocolo da Pauta Específica, que está sendo construída nas assembleias de base, seja estabelecida uma agenda efetiva de negociações. 

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Vamos fechar nossa Pauta Específica 2026

Na rodada de assembleias que o Sintunesp convocou para a semana que se encerra em 26/6/2026, um dos pontos em discussão é a construção da Pauta Específica dos servidores técnico-administrativos da Unesp em 2026. Ou seja, os pontos que dizem respeito mais diretamente à nossa categoria e que queremos negociar com a reitoria.

Como faz habitualmente, o Sintunesp envia às assembleias, como subsídio, a Pauta Específica do ano anterior. No Boletim Sintunesp 23/2026, que convoca a rodada de assembleias, consta a íntegra da Pauta Específica 2025 como subsídio. O objetivo é que os servidores vejam o que foi reivindicado, o que desejam manter, tirar ou modificar na pauta.

Acesse o Boletim 23/2026 em https://tinyurl.com/BolSint23 

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Pela volta das faltas abonadas

No dia 26/5/2026, o Sintunesp participou de uma audiência pública na Assembleia Legislativa (Alesp) com o tema "Pela volta das faltas abonadas". A audiência foi organizada pelo mandato do deputado Carlos Giannazi (PSOL), autor do projeto de lei complementar que prevê a volta desse direito (PLC 32/2023) ao funcionalismo paulista.

O coordenador político do Sintunesp, Alberto de Souza, fez uma fala durante a atividade, que você confere em https://tinyurl.com/AudPublAlesp 

O direito às faltas abonadas foi confiscado durante o governo Doria, em 2021, por meio a edição da Lei Complementar 1.361/2021.

Na sessão do Conselho Universitário (CO) da Unesp marcada para 25/6/2026, um dos pontos de pauta é, justamente, a volta desse direito. A proposta intitula-se “volta das ausências permitidas” e prevê que “serão consideradas permitidas e de efetivo exercício, para todos os efeitos legais, as ausências dos servidores ao serviço, até o limite de seis por ano e não excedendo a uma por mês, desde que autorizadas pela chefia imediata”.

 

 

 


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