Sintunesp cobra avanço na equiparação em reunião com chefia de gabinete  

Sintunesp cobra avanço na equiparação em reunião com chefia de gabinete   

A mobilização é nossa voz! Sexta, 9/1, tem plenária estadual para avaliar os próximos passos do movimento 

Na tarde de 7/1, representantes do Sintunesp participaram de uma reunião na reitoria, com a presença da chefe de gabinete, professora Adriana Marcantônio. Na ausência da reitora, professora Maysa Furlan, que está em férias, a expectativa da entidade é que o vice-reitor, professor Cesar Martins, a substituísse. No entanto, alegando ter outro compromisso já agendado, ele apenas saudou os presentes e se retirou.

Pelo Sindicato, compareceram Alberto de Souza, João Carlos Camargo de Oliveira, Claudio Roberto Ferreira Martins, Isabela Cristine Manzolli Rodrigues, Patrícia Inague, Marco Aurélio Alves Rezende e Gabriel Scoparo do Espírito Santo.

Os representantes dos servidores frisaram que a categoria, que segue em greve em vários campi, espera um posicionamento da reitoria em relação ao que foi acordado e aprovado na peça orçamentária de 2025, ou seja, o pagamento de uma referência no mês de dezembro. “A decepção dos servidores foi muito grande”, disse Alberto, questionando a chefe de gabinete sobre o nível de comprometimento da reitoria com o segmento técnico-administrativo.

A professora Adriana ponderou que, desde a gestão passada, há muito comprometimento com as pessoas, e que não devemos esquecer que a situação financeira da gestão Pasqual Barretti foi atípica, com um acúmulo financeiro grande, que possibilitou crescimento nos salários, mas que agora a situação é diferente. Ela pediu um posicionamento do Sindicato em relação à greve, uma vez que, segundo ela, “nada mudou desde dezembro” e não há como mudar antes de maio, quando ocorrerá o dissídio das categorias. Relatou que, no final do ano, passou aos diretores quais são as diretrizes da reitoria para as unidades em greve e, em seguida, pediu que “os dois lados recuem”, comprometendo-se a fazer um cronograma de reuniões da Comissão de Equiparação para este ano para estabelecer a continuidade do processo.

A fala da representante da reitoria suscitou várias colocações dos membros do Sindicato. Eles destacaram que a quebra de algo que estava prometido e aprovado nos colegiados centrais faz com que a comunidade não acredite que após o dissídio algo vá mudar. Lembraram também que a ausência de paridade – somos somente 15% dos votos nos colegiados e nas eleições – é antidemocrática e limita essa perspectiva. Criticaram o fato de que, sempre que há qualquer dificuldade, a conta recai prioritariamente sobre a categoria dos técnicos administrativos, como ficou claro na aprovação da peça orçamentária de 2026. De um modo mais amplo, cobraram uma postura mais incisiva da gestão na defesa pública de mais recursos para a Unesp.

Sobre a greve, os dirigentes do Sindicato reafirmaram a autonomia do movimento e que qualquer decisão cabe à categoria. Também frisaram o fato de que as negociações sobre a greve se dão entre Sindicato e reitoria e não isoladamente com qualquer direção de unidade.

Questionada novamente se não seria apresentada nenhuma contrapartida neste momento sobre a equiparação, a professora Adriana ressaltou que não houve tempo de fazer novas discussões sobre isso no âmbito da reitoria, e insistiu que as partes trabalhem junto num cronograma de reuniões. Para a próxima reunião da Comissão de Equiparação, agendada para 19/1, ela se comprometeu a apresentar números sobre os custos gerais da equiparação e, de modo individualizado, de cada nível de escolaridade.

Embora considerem relevante a apresentação de números, os representantes do Sintunesp reforçaram o fato de que é preciso haver compromisso político da gestão, garantindo que a equiparação e outros direitos entrem no orçamento e se concretizem de fato.

Pauta específica

Os diretores e as diretoras do Sintunesp cobraram respostas aos demais pontos da Pauta Específica da categoria, protocolada no final de junho do ano passado. Ainda não houve manifestação da reitoria à ‘tréplica’ do Sindicato (documento apresentado após o retorno da reitoria à pauta apresentada). Como exemplo, foram citados itens como as faltas abonadas, a regulamentação do trabalho híbrido, o avanço na correção das distorções na carreira, o restabelecimento do histórico da carreira de todos os servidores reenquadrados no final de 2023, o assédio, entre outros.

A professora Adriana argumentou que os últimos meses do ano foram intensivos na reitoria e que, agora, aguarda a volta das férias de alguns responsáveis para ver o andamento dos estudos e levantamentos solicitados.

Ficou acordada a realização de uma reunião entre Sintunesp e reitoria, já com a presença da professora Maysa, em 29/1.

Sexta, 9/1, tem plenária estadual às 9h

No dia 9/1/2026, sexta-feira, às 9h, estão todas e todos convidados para uma nova Plenária Estadual do Sintunesp. Utilizando seu e-mail institucional, acesse pelo link  https://meet.google.com/vao-hebq-mtu

Vamos avaliar o movimento e definir os próximos passos da luta. 

SEM ORGANIZAÇÃO, NÃO TEM LUTA!

SEM LUTA, NÃO TEM CONQUISTA!


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