Questões relacionadas às distorções na carreira serão avaliadas em reunião com a Propeg em 8/10. Itens não econômicos terão reunião separada
Na tarde de 15/9, o Sintunesp foi recebido pela reitora da Unesp, professora Maysa Furlan, para discussão da Pauta Específica dos servidores técnico-administrativos deste ano. Ela foi acompanhada da pró-reitora Adriana Marcantonio (Propeg), do assessor Ricardo Luiz Nunes de Souza e da coordenadora da Coordenadoria Geral de Pessoas (CGP) Regiane Marcondes Carregari. Pelo Sintunesp, estavam os diretores Alberto de Souza, João Carlos Camargo de Oliveira, Claudio Roberto Ferreira Martins, Marco Aurélio Alves Rezende, Gabriel Scoparo do Espírito Santo, Valdomiro Rodrigues de Souza e Herikson Ryal Magalhaes de Moraes.
A expectativa do Sindicato era dar início, efetivamente, à discussão das reivindicações específicas dos servidores e das servidoras, relacionadas à equiparação, carreira, benefícios, condições de trabalho, assédio e outras.
No entanto, a reunião ficou longe disso. Logo no início, a professora Maysa frisou que seria “difícil avançar” no tópico da equiparação, referindo-se à referência prevista na peça orçamentária para dezembro deste ano e à referência não paga no ano passado. Segundo ela, uma nova referência implica em acréscimo de R$ 110 milhões na folha do próximo ano. A explicação é que, com o dissídio de maio/2026, esse custo aumentou. Os representantes do Sintunesp contestaram esses valores, pois no ano passado a informação era que o custo de uma referência seria em torno de R$ 83 milhões. Os números não batem.
A reitora também argumentou que a implantação da carreira (em tramitação nos colegiados centrais) terá um custo de R$ 21 milhões em 2027, enquanto o Adicional de Incentivo à Qualificação (AIQ) consumirá em torno de R$ 30 a 34 milhões. Esses dois itens foram sinalizados como certos para ocorrerem em 2027.
Lembrando que se falou muito em “precarização” na última sessão do Conselho Universitário (CO), a professora Maysa disse que, se comprometer mais o orçamento com benefícios e salários, estará precarizando ainda mais, pois terá que cortar investimentos. Ela relatou que está conversando com os diretores para que apontem o que está precarizado, para que seja corrigido quando houver folga orçamentária.
Os membros do Sindicato insistiram na necessidade de que a gestão coloque os direitos dos servidores técnico-administrativos como prioridade, pois o segmento vem sendo sistematicamente penalizado: não há equiparação com os colegas da USP (funções iguais, salários desiguais!) e já se passaram quase 12 anos sem carreira! O nome disso é precarização das condições salariais e de trabalho!
A reitora remeteu a discussão sobre estas e outras reivindicações econômicas para após a divulgação do projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) 2027, que o governo estadual deve enviar à Assembleia Legislativa até 30/9, e as discussões em torno da montagem da peça orçamentária da Unesp para o próximo ano. Ela se comprometeu a marcar uma reunião para o final de outubro.
A reitora concordou com o agendamento de uma reunião específica para discutir os itens da pauta que não têm impacto econômico, ainda sem data.
A íntegra da Pauta Específica pode ser conferida em https://tinyurl.com/SintEspec
Distorções na carreira
A professora Adriana agendou uma reunião com o Sintunesp para o dia 8/10, com o objetivo de discutir a reivindicação de resgate das carreiras dos servidores reenquadrados pela Resolução 157, aprovada no final de 2023. Trata-se dos servidores que tiveram suas funções reenquadradas, mas não puderam trazer junto as vantagens de ADP e Escolaridade que tinham antes. Em agosto de 2025, o CADE aprovou um resgate parcial, abrangendo pouco mais de 500 servidores, mas deixando de fora cerca de 1.360, segundo cálculos feitos pela ‘Comissão para Análise de Reenquadramentos e Mudanças de Funções Técnico-Administrativas’. A pedido da pró-reitora, os representantes do Sintunesp devem levar exemplos para ilustrar a reivindicação.
Também serão levados à reunião de 8/10 os casos pendentes de reenquadramento, não considerados pela Resolução 157/2023.
Organizar e mobilizar
Fique atento às informações e aos chamados do Sindicato. Se queremos que as negociações seja efetivas e que nosso segmento seja respeitado em seus direitos, temos que estar organizados e mobilizados!